quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Prazer mórbido


Queres parecer feliz,
só pra que eu me sinta lixo
Mas na verdade precisa que eu seja um lixo
Pra alcançar a alegria que quis

Não importa se tudo parece desmoronar
Se o destino pouco a pouco toma meu ar
Sozinha no mundo pareço flutuar
Num lugar bem longe onde eu posso respirar

Tento ser superficial
Fingir feliz
Acreditar em algo

Nada parece real
Me desfiz

Também ando muito confusa
e infeliz
para filosofar
e poetisar

sinto o meu inferno
astral se expandir
não quero rimar
quero sucumbir

desgraça diária
sem fim

talvez a morte
talvez assim

mundo cruel
e sombrio

não suporto sozinha
cheguei no limite

não posso mais seguir.
finish


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