sábado, 10 de setembro de 2011
porque a sua vida é uma mentira
quanto vale a sua vida
nada parece bom pra você
porque não faz o que devia fazer
sentar,não te faz crescer
Conforma-se com a sua vida de merda
faz tudo errado,pensa que acerta
depois se culpa,por nao estar certa
sabe que não é feliz
mas não deixa se ser
nunca alcançou o que quis
Finja viver,finja morrer
nada nunca vai mudar
enquanto você não crescer
não adianta se culpar.
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
domingo, 7 de agosto de 2011
quinta-feira, 28 de julho de 2011
sábado, 23 de julho de 2011
É
domingo, 26 de junho de 2011
O amor de Colombina
ARLEQUIM, sarcástico:
Não compreendo um Pierrot que não seja romântico, branco como o marfim, magro como um caniço, enchendo o mundo de ais, sem nunca passar disso.
PIERROT
Debochado Arlequim!
ARLEQUIM
Branco Pierrot tristonho...
PIERROT
Teu amor é lascívia!
ARLEQUIM
E o teu amor é sonho...
...
Olha-me assim, Pierrot... Nada mais belo existe
que um Pierrot muito branco e um olhar muito triste...
Os teus olhos, Pierrot, são lindos como um verso.
Minh’alma é uma criança, e teus olhos um berço
com cadências de vaga e, à luz do teu olhar,
tenho ânsias de dormir, para poder sonhar!
Olha-me assim, Pierrot... Os teus olhos dardejam!
São dois lábios de luz que as pupilas me beijam...
São dois lagos azuis à luz clara do luar...
São dois raios de sol prestes a agonizar...
Olha-me assim Pierrot... Goza a felicidade
de poluir com esse olhar a minha mocidade
aberta para ti como uma grande flor,
meu amor...meu amor...meu amor...
...
Fala mais, Arlequim! Tua voz quente e langue
tem lascivo sabor de pecado e de sangue.
O venenoso amor que tua boca expele,
põe-me gritos na carne e arrepios na pele!
Fala mais, Arlequim! Quando te escuto, sinto
O desejo explodir das potências do instinto,
O brado da volúpia insopitada, a fúria,
do prazer latejando em uivos de luxúria!
Fala mais, Arlequim! Diz o ardor que enlouquece
a amada que se toca e aos poucos desfalece,
e que, cega de amor, lábio exangue, olhar pasmo,
agoniza num beijo e morre num espasmo.
Fala mais, Arlequim! Do monstruoso transporte
que, resumindo a vida, anseia pela morte,
dessa angústia fatal, que é o supremo prazer
da glória de se amar, para depois morrer!
...
A Arlequim:
O teu beijo é tão quente...
A Pierrot:
O teu sonho é tão manso...