sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Biografia, parte final.




Parte Seis: O fim do velho amor.



04 de maio de 2011



Acho que te fiz mal

fui além dos limites

mas pra mim,é tudo normal



Devo acabar mesmo só

mas amanhã é outro dia

mesmo que eu acorde só o pó



Vou vivendo sem pensar

e que o tempo passe rápido

quando eu menos esperar

sei que tudo vai ter acabado



sem razão,sem motivo

vivo sem objetivo

destruindo pessoas por aí

e tudo me faz rir



você nunca vai entender

nunca vou conseguir explicar

mas acho que vou mesmo morrer

sem querer me consertar



quando eu acordar

sei que não vai mais dar

mas quando eu crescer

sei que vou me arrepender



mas se tudo se sucumbir agora

sei que estou na minha melhor hora



06 de maio de 2011



Não vou dizer que sou certa

Cuspir pra cima pra cair na testa



Mesmo assim eu insisto

Numa eterna juventude

Invisto

No que invento ser virtude



Moral,bons costumes

Banalidades mil

Raiva,ciúmes

Como agente sempre viu



Cada pedacinho de mim

Em cada rua que eu andei

As manchas de carmim

Mostram o quanto chorei



Eu já surtei

Procurando nas esquinas

Eu me estrepei



Eu já vivi

Como as piores minas

Que conheci



Não vou mentir

Que é tudo ruim

Não vou fingir



Depois da meia-noite é a hora

é com neon, que vou escrevendo minha história.



17 de maio de 2011



Não sei o que espera de mim

Não sei o que esperar de mim

Seja lá como for



Não sei o que tem por aí

Não sei o que ter por aí

Todo canto é igual



Sei lá o que quer

Sei lá o que querer

Amanha é outro hoje



19 de maio de 2011



Preciso dizer agora

Está tudo errado, tudo fora do lugar

Agora é a hora

Nada nunca vai melhorar



Nem hoje, nem depois

Vai ser sempre essa merda

Lembro de nós 'dois'

Parecia uma festa



Não quero pensar

Como teria sido

Se pelo menos tentar

Fosse o meu instinto



Sinto saudade

Sinto maldade

Antes era vontade

Só de te ter



19 de junho de 2011



Eu sei que deveria ter algo a declarar

mas nesse exato instante,prefiro me calar

Penso tanto e não conseguir distinguir

A velha mania de amar,ou de iludir



Sei o que quero,e sempre quero o que não sei

O que está perto não basta,e o que está longe já conquistei



Aquele menino idiota me mostrou

Que aquele sentimento estúpido voltou

Mas a vida já ensinou

Então vou passar por cima do que restou



Mania imbecil de se encantar



Mais uma vez, o coração bateu forte

E a minha perna tremeu

Como anos não sentia

O gelo do meu coração derreteu



Mas está bem conservado

Ainda dá pra usar

Mas vou manter congelado

Até a hora certa chegar



Sei que ainda não é ele

A quem eu devo me entregar

Não devo me deixar levar

Por seu olhar inocente



Mais o infeliz é diferente

De tudo que já provei

Me lembra insistentemente

Do primeiro que amei



Quando eu era uma garotinha apaixonada

Uma idiotinha gamada



Como pode,alguém fazer isso comigo

Mexer com algo tão íntimo



Maldito moleque,não vai me fazer ensandecer

Não perderei minha integridade

Por alguém que nem vai me merecer



Aquele rosto tão suave

Aquele olhar tão sutil

PUTA QUE PARIU



Eu me permiti cair nessa armadilha

E vou continuar nessa trilha



No final eu descubro se vou me foder.



22 de julho de 2011



Vou começar assim

Dizendo que se inicia uma nova fase

Nada é maior que meu próprio medo

De fracassar

Deveria me fazer bem

Certas coisas me consomem

Não penso em coisas ruins

Quero atrair a positividade

Por isso quero registrar

Que vai melhorar

Meu dinheiro,meu coração, meu lar

Não quero saudade pra mim

Lembranças que eu vejo queima

Em minha mente

Continuam insistentemente

Que va tudo pare o inferno

Nada pode abalar minha paz

Quero ver tudo queimar

Só vai restar

Quem quiser ficar



23 de julho de 2011



Não consigo dormir

Estou um pouco sem paz

Informações demais



Criei um mundo cheio de fantasia

Tudo faz mal em demasia

Talvez seja amor de verdade



Paro,fumo um cigarro e sento

Alimento meu tormento

Dentro de mim grita saudade



Além do lar,do menino

Tem o maldito destino

Transparece crueldade



Insônia maldita

Minh'alma grita

Me possui a insanidade



Se me entreguei errei

Mas de um jeito que nem sei

Invadi minha própria privacidade



Vou encerrando

Divagando

Ser feliz,é minha responsabilidade



28 de julho de 2011



Tem gente que não aprende a viver

Eu aprendi bem rápido,por falta de escolha.

Me afastei de tudo que poderia me fazer qualquer bem.

Antes que viesse a fazer mal.

Me desfiz de tudo que me prendia.

Que me dava esperanças de uma vida melhor.

Quando você passa a acreditar,que não há nada de bom.

Tudo parece ser melhor.

Sem decepções,não existem mais falhas.

Se tudo der errado.

Foi o planejado.

Sem riscos.

Só a rotina.

Melhor viver todos os dias iguais

Do que correr o risco de um ser pior do que os outros.

Que seja, eu vivo bem.

Há quem critique,há quem duvide.

Que eu sei ser feliz.

Mas eu vivo melhor do que você.

Minhas mentiras não são bonitas.

Não preciso disso para acreditar em nada.

Não preciso mais acreditar em nada.

Porque tanto faz.

Se nada existir.

Se nada acontecer.

Eu já aprendi a viver.

Tenho me esforçado para não pensar.

Não alimentar,não pecar.

Não posso mais falhar.

Meu vocabulário não inclui mais amar.



07 de agosto de 2011



Confesse,tanto faz

quem errou não importa mais

perdi a razão por insistir

em algo que já não me fazia feliz



me julgue o quanto quiser

tanto faz,venha o que vier

meu coração está amargo

foda-se,você não me ensinou o que é ser amado



tanto faz,quem perdeu

nesse jogo sujo,foda-se,fui eu

tudo é como deveria ser

estamos feliz,aprendemos a viver



de novo,nas mesmas condições

me escondo,procuro razões

pra vida deprimente,que você vive

motivos,eu também tive.



8 de agosto de 2011



Casualmente eu sinto falta;

de ser amada,

de uma vida quadrada,

felicidade montada.



Tem horas que fico parada;

calada,

feito estátua,

revoltada.



Com toda essa mentirada;

ilusão pintada,

mas,eu fico aguada

queria uma.



9 de agosto de 2011



Queres parecer feliz,

só pra que eu me sinta lixo

Mas na verdade precisa que eu seja um lixo

Pra alcançar a alegria que quis



Não importa se tudo parece desmoronar

Se o destino pouco a pouco toma meu ar

Sozinha no mundo pareço flutuar

Num lugar bem longe onde eu posso respirar



Tento ser superficial

Fingir feliz

Acreditar em algo



Nada parece real

Me desfiz



Também ando muito confusa

e infeliz

para filosofar

e poetisar



sinto o meu inferno

astral se expandir

não quero rimar

quero sucumbir



desgraça diária

sem fim



talvez a morte

talvez assim



mundo cruel

e sombrio



não suporto sozinha

cheguei no limite



não posso mais seguir.



10 de agosto de 2011



-“Fica com o seu amor, não cabe em mim”.

Fim.